Inspirações do dia
Definitivamente, o verão chegou aqui no Rio. Céu azul, sol intenso, altíssimas temperaturas – nada com que os cariocas já não estejam acostumados. Mesmo assim quem é branquela como eu sofre nessa época do ano! Protetor solar, óculos escuros e um chapéu bem grande são itens mais que obrigatórios para sair por aí. Quem me conhece sabe que não gosto do verão. Sou branquela assumida e muito feliz com isso! Como li em uma reportagem da Vogue, assinada pela Victoria Ceridono, do ótimo Dia de beauté, prefiro envelhecer como a Cate Blanchett!
Mesmo assim, hoje resolvi fazer um outro mini especial “Inspirações do dia”, só que de verão! Em breve me mando para terras mais frias, mas nada como boas imagens para nos inspirar, não?
Imagens daqui, daqui, daqui, daqui, daqui, daqui, daqui, daqui, daqui e daqui. (ufa! rs)
Que venha!
Mais um ano que acaba e outro que bate na nossa porta.
O ano voou e num piscar de olhos já estamos aqui fazendo inúmeras resoluções para o novo ano. 2009 foi um ano cheio de acontecimentos, de coisas boas, não tão boas e ruins. Particularmente, pra mim, foi muito ruim. Perdi um amigo muito querido em uma circunstância horrível. A dor ainda é grande, a saudade é imensa, mas o que fica é o que aprendi com isso tudo. Passei a dar mais valor àquelas pessoas que eu gosto e me fazem bem, passei a me importar menos com coisas materiais, passei a dar mais valor aos momentos. Não existe um momento especial, todos os momentos são especiais. Eu sei que é totalmente clichê, mas nunca deixem nada para depois. O depois pode não vir, e aí? Às vezes é bom levar um tapa na cara da vida e aprender as coisas, mesmo que na “marra”.
Em 2010 eu quero menos procrastinação, menos Internet. Mais tempo para os livros, para as pessoas, isso sim! Nesse clima de resoluções e expectativas, aproveito para desejar para todos que o próximo ano seja infinitas vezes melhor que esse que já dá adeus. Que 2010 traga muita saúde, paz, alegria, sucesso, felicidade para todos nós!
“Vamos renascer das cinzas
Plantar de novo o arvoredo”
Imagem daqui.
Wes Anderson
Quem me conhece sabe que sou uma cinéfila convicta, não passo uma semana sem ir ao cinema ou assistir um filme em DVD. Gosto de cinema desde que me entendo por gente, é o tipo de coisa inexplicável, que você ama e ponto. E, sem dúvidas, parte dessa minha paixão pela sétima arte é por causa de alguns diretores que, de certa forma, me “acompanham” desde pequena. Por isso resolvi criar essa categoria nova, para falar dos meus diretores favoritos (afinal, não é só de fotografia e resenhas que vive o blog! rs).
Eu poderia começar essa categoria nova falando sobre o Tim Burton, afinal é dele a maioria dos filmes que marcaram minha infância, como Beetlejuice e Edward Scissorhands, só para citar alguns. Mas preferi começar por outro diretor, mais adulto.
Impossível falar de cinema e não mencionar o Wes Anderson. Ele é mais conhecido no cinema alternativo (detesto rótulos, mas a intenção é dizer que Wes não é um diretor de “massas”, como o Steven Spielberg – não estou criticando-o, mas é que os filmes do Wes são mais intimistas, mais reflexivos; ele é mais comparável aos irmãos Coen, por exemplo), e quase sempre os mesmos atores estão em seus filmes, como já mencionei em outro post aqui. Bill Murray, Owen Wilson, Luke Wilson, Willem Dafoe, Anjelica Huston, entre outros.
Anderson já dirigiu seis filmes, todos com características semelhantes entre si. O primeiro, Bottle Rocket (em português, Pura Adrenalina (?) – de vez em quando passa na HBO/Cinemax), depois Rushmore, traduzido em português como Três é demais, The Royal Tenenbaums (definitivamente, esse filme lançou sua carreira – por causa dele que virei fã), The Life Aquatic (ou A vida marinha com Steve Zissou), The Darjeeling Limited (O Expresso Darjeeling), e por último Fantastic Mr. Fox (O fantástico Sr. Raposo).
Acho que uma das características mais marcantes em sua obra, além dos atores comuns em quase todos seus filmes, é a preocupação com os detalhes e as carcaterizações nos sets de filmagem. Parece que foi tudo milimetricamente pensado e elaborado, o que faz com que cada filme seja lindo de se assistir. É tudo recheado de detalhe. E é o que dá mais graça ainda. De certa maneira, acho que a gente pode dizer que seus filmes têm um ar vintage, no melhor sentido da palavra. Cada cena é traduzida em poesia, que enche os olhos do espectador com alegria.
Seus personagens são um tanto problemáticos, sempre em conflito com o ‘eu’ de cada um. E um milhão de coisas acontecem com cada personagem em um mesmo filme, o que difere muito da maioria dos filmes de Hollywood. Fica difícil dizer quem é o protagonista ou o antagonista (na maioria das vezes, o antagonista de um personagem é ele mesmo).
Mas o que chama mais atenção mesmo é a trilha sonora. Cada uma melhor que a outra, diga-se de passagem. Sempre misturada com músicas de rock antigo (que eu amo!), como Beach Boys, Kinks, John Lennon, David Bowie, entre outros, e músicas instrumentais, compostas especialmente para cada filme (na maioria das vezes, por Mark Mothersbaugh, músico, compositor, cantor e fundador da banda de new wave Devo).
ps: Para os que curtem música brasileira, não deixem de assistir, em especial, A vida marinha com Steve Zissou. Seu Jorge participa do filme atuando e na trilha sonora! Foi lançado, inclusive, um segundo álbum para a trilha sonora, somente com ele cantando. Recomendo, é muito bom!






























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