Bastardos

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Last but not least, ontem finalmente vi um dos filmes mais esperados do Festival do Rio, na minha opinião. Bastardos inglórios, do Quentin Tarantino. Ele dirigiu ótimos filmes, entre eles Pulp Fiction e Reservoir Dogs (em português, Cães de Aluguel). Sou suspeita para falar, pois sou fã confessa do diretor. Estava na maior expectativa, super curiosa pra ver como seria um filme de época do diretor. Quem já viu pelo menos um filme dele sabe como é… diálogos longos (muitas vezes parecem que nunca vão acabar!), porém ótimos, referências inseridas no filme todo (quem viu Deathproof sabe disso, depois explico o motivo!), tiradas de humor, e muito, muito sangue! Muitas vezes chega até ser tosco, do tipo ketchup, mas confesso que gosto!

Obviamente, o novo filme não deixou nada a desejar. Brad Pitt está engraçadíssimo com o sotaque típico do Tennessee e umas feições que lembram muito o personagem do Marlon Brando no clássico O Poderoso Chefão, Don Corleone. O filme tem também várias estrelas do cinema europeu, como Diane Kruger, Til Schweiger, August Diehl e Daniel Brühl (sim, o ator fofinho de Edukators – Die fetten Jahre sind vorbei e Adeus, Lenin), só para citar os rostos mais conhecidos. Quem também faz uma participação importante no filme é o diretor Eli Roth no papel do Urso Judeu, do filme O albergue e amigo do Tarantino. Mas quem rouba a cena mesmo, na minha opinião, é o ator austríaco Christoph Walz, na pele do general Hans Landau. Impossível não se divertir com as caras e bocas que o ator faz! Parece mesmo um psicopata!

Resumindo: a história do filme se passa durante a II Guerra, e Brad Pitt lidera um grupo de oito judeus que se juntam para tocar o terror nos nazistas, simplesmente para dar o troco e deixar os inimigos temendo por suas próprias vidas. Obviamente, muito sangue rola – por isso não recomendo para os estômagos mais fracos. Mas o filme vale a pena de ser visto, com certeza. Não falo isso porque sou fã, mas porque a história, apesar de fictícia, é muito boa. E com um final pra lá de interessante.

ps: Deathproof não chegou a passar nos cinemas aqui do Brasil, nem tem em DVD. Faz parte de um projeto conjunto com o diretor Robert Rodriguez, chamado Grindhouse. Cada diretor fez um filme e ambos se completam, de certa maneira. O projeto é uma tentativa de reproduzir filmes toscos de terror trash, que mais fazem rir do que assustar. Tanto que, quando você assiste aos filmes, a impressão que dá é que a tela está com feito, com manchas amareladas… Mas é tudo proposital! O outro segmento se chama Planeta Terror, passou nos cinemas e quase sempre passa no Telecine. Como não fez muito sucesso, resolveram não exibir aqui. Uma pena, pois vi o filme no Festival do ano retrasado e adorei! Mais até que a outra parte…

ps2: a referência que falei é aquela música que toca em Kill Bill, de um assovio. A música se chama Twisted Nerve e aparece no toque do celular de uma das personagens.

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1 comentário a “Bastardos

  1. esse filme realmente me surpreendeu, quando eu achava que Quentin já havia chegado ao auge em ‘cães de aluguel’ ele me aparece com um filme ironicamente cruel e deliberamente estudado, cheio de influências, citações e um elenco maravilhoso. realmente me surpreendeu bastante, mas ainda não alcançou o nível de ‘pulp fiction’. Mas Tarantino finca seu nome na história do cinema mundial como um lançado de tendências e modificador da forma de fazer cinema no século XXI

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