Alice no País das Maravilhas

Confesso que pensei muito antes de decidir escrever esse post, pois a quantidade de coisas relacionadas ao filme Alice no País das Maravilhas é absurda. Editorias de moda, vitrines de lojas, linha de esmaltes, jóias, roupas entre outros. Tanta coisa que cheguei a enjoar. Não que eu não goste da personagem, muito pelo contrário, mas vamos combinar que essa overdose de marketing gerou altíssimas expectativas em relação ao filme.

De um modo geral, eu gostei do filme. Assisti o desenho animado da Disney quando era criança, lembro que gostei muito, apesar de hoje compreender a história de uma maneira completamente diferente. Já o filme é uma junção dos dois livros de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho. Tanto que outros personagens surgem no filme, como a Rainha Branca e os gêmeos Tweedledee e Tweedledum. Mesmo para aqueles que nunca leram ou assistiram o desenho (ou alguma das várias adaptações para o cinema e a TV), recomendo. Apesar de se passar na Inglaterra do século XIX, as questões abordadas são muito atuais.

Só que estava esperando o filme por ser o novo do Tim Burton, um dos meus diretores favoritos. Já acompanho o trabalho dele há algum tempo, alguns filmes marcaram minha infância, então eu estava ansiosa por causa do trabalho dele. E, apesar de ter gostado bastante, não foi um filme genuinamente dele. Quem já viu mais de um filme dele sabe que todos compartilham características semelhantes entre si, sempre com um ar sombrio, com trilha sonora do Danny Elfman, etc. Mas a impressão que tive depois de assistir o filme foi que não era ele quem estava por trás das câmeras. Sim, o filme é um pouco sombrio, logo no início do filme ouvimos a trilha de Elfman, mas para por aí.

Contudo, outros aspectos chamam atenção do espectador, como é o caso da direção de arte. A maquiagem está magnífica, o figurino idem, os efeitos… Tecnicamente, tudo impecável, o que torna o filme visualmente muito bonito, embora à sua maneira (diferente de Maria Antonieta, da Sofia Coppola, que também é visualmente lindo, mas sob outra perspectiva). Mas em relação aos efeitos em 3D, admito que não gostei muito. Não pelo fato de já usar óculos (o que complicou um pouquinho, eu confessoassistir um filme com DOIS óculos não foi divertido), mas sim porque não fizeram muita diferença. Em algumas partes deu para sentir o efeito, mas em outras foi normal. Assisti Avatar em 2D (não achei graça), e ouvi dizer que esse sim é ótimo em 3D. Mas aí já dá pano pra manga de outra discussão…

Imagens: reprodução

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1 comentário a “Alice no País das Maravilhas

  1. Hoje, tentei comprar ingressos para a sessão em 3D do filme e só tinha para o horário das 21:30. (Cinemark Botafogo) e no Shopping Leblon só dublado. Nem pensar! Mas, depois da sua crítica, já não vou tão empolgada assistir ao filme! :)
    Beijos

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